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Investigando a reencarnação PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Izabel Vitusso   
Seg, 14 de Julho de 2008 10:08

Ele pesquisou provas científicas da vida espiritual. Depois partiu do tema reencarnação. Seu desejo? Oferecer esperança e consolo para os que sofrem.

Investigar é a expressão que mais impulsiona o delegado João Alberto Fiorini (colaborador da Revista Cristã de Espiritismo), especializado internacionalmente em área criminal, e há 23 anos atuante no Paraná. Sua importante contribuição não se restringe apenas ao departamento de Polícia Científica e à Delegacia de Investigação da Polícia Civil. Há 20 anos, realiza estudos que comprovem cientificamente a existência do espírito e da reencarnação. Em visita à editora Correio Fraterno, Fiorini nos concedeu a seguinte entrevista:

De onde vem essa aptidão para investigar cientificamente a existência do espírito e da reencarnação?

Certa vez eu fiquei hospitalizado e aí chegou às minhas mãos um jornal espírita que falava sobre um caso de evidência da reencarnação, através de digitais. Na época, eu já era espírita. Mas, como eu havia me especializado no assunto digitais, percebi que se tratava de uma matéria sensacionalista, embora publicada em um órgão espírita seriíssimo.

O caso falava de um senhor que, antes de falecer, havia deixado suas impressões digitais com pesquisadores, no Recife-PE, em 1932, e questão de um ano e pouco depois, nascia um menino, segundo os pesquisadores, com a mesma impressão digital, afirmando-se então que a reencarnação estava comprovada.

Eu vi que antes da confirmação taxativa, devia-se abrir ali uma frente de pesquisa. Procurei o Dr. Hernani Guimarães Andrade, na época – um dos mais sérios pesquisadores no mundo, relacionados à reencarnação. Dr. Hernani também ficou com um pé atrás. Pedi se ele não poderia me passar alguns casos de sua pesquisa para que eu pudesse conferir as impressões digitais.

Fui à televisão, pedi também às pessoas que soubessem de casos de reencarnações na família, que mandassem a documentação, inclusive as impressões digitais.

Quais os tipos de pesquisa você fez?

Eu fiquei dez anos só na pesquisa sobre possíveis comprovações da reencarnação. Mas primeiro pesquisei sobre provas científicas da vida espiritual, o que é o que a maioria das pessoas acredita. Utilizei técnicas avançadas, como o uso de câmeras que captam ondas infravermelhas, temperatura de eletromagnetismo, partindo do pressuposto de que no caso de materialização, há alteração do campo magnético, e da temperatura, além de outras conseqüências na dimensão onde nós estamos.

Mas com tantas pesquisas, incluindo DNA, digitais, a escrita, o que cientificamente você concluiu? Há pouco tempo, você divulgou dados interessantes sobre pesquisa de digitais, cujos estudos estavam sendo aprofundados. E o que você concluiu?

Acabamos de concluir que, de todas essas pesquisas, a que mais fortemente sugere a evidência de reencarnação é a realizada através da escrita.

Sempre houve a idéia de que se comprovaria a coincidência das impressões digitais, mas os laudos não confirmam essa hipótese. A gente percebe que, em questão de cicatrizes, é bem provável coisas, como a pessoa que foi atropelada por um trem, sofreu acidente, cometeu suicídio, em outra vida tragam marcas. Quanto a isso, o pesquisador norte-americano Dr. Stevenson comprovou mais de três mil casos, viajando o mundo todo. Eu mesmo comprovei diversos casos, como o do menino, cujo avô havia morrido com um tiro no coração. O neto nascera com a mesma fissura do buraco, no ventrículo esquerdo do coração, exatamente com 6 mm, diâmetro da bala que teria matado o avô. Ele fez a cirurgia corretiva no Hospital do Coração, em São Paulo. Mas não é sempre que essas marcas aparecem. Muitas aparecem e desaparecem em forma de eczemas de pele, uma coceria, etc.

E sobre a escrita?

Existem diversas evidências, como a de uma mulher, que pesquisei em Curitiba, que se dizia ter sido a poetisa Eugênia Câmara, no passado. Relutei em entrevistá-la, porque pensei, ninguém quer ter sido uma anônima. Mas me impressionei quando a vi, até mesmo os traços fisionômicos lembravam a referida mulher.

Passei o material colhido para o diretor da criminalística. Fizeram diversos teste, inclusive diretamente, com a pessoa escrevendo de forma variada e, em duas semanas, saiu o laudo comprovando tratar-se da mesma bitola na escrita, mesmo espaçamento entre letras, e outros aspectos impossíveis de se obter com tamanha similaridade, escrevendo-se rapidamente. Isso se deu em diversos casos. Pesquisei o caso de semelhança de grafia de uma criança até com os mesmos erros ortográficos.

Você está sendo bem cauteloso, como se deve ser diante de toda pesquisa científica.

Sim. A reencarnação, para nós espíritas, é ponto passivo. Mas é preciso se obter as respostas comprobatórias para os olhos da ciência leiga. Há casos, como o das digitais, que foi publicado no Correio Fraterno, do menino cujo avô havia cortado o dedo com o facão, que nasceu com marcas. Foi uma surpresa, para nós a coincidência da cicatriz, porque quem a descobriu foram os próprios peritos especialistas em linhas papiloscópicas. Essa pesquisa foi feita para se comprovar as semelhanças das impressões digitais, mas trouxe uma nova prova, a da coincidência da cicatriz.

Então não houve comprovação das impressões digitais?

O perito que realizou o exame não quis correr o risco de fazer afirmações, sabendo que realizamos pesquisas sobre a comprovação da reencarnação. Acabou afirmando tratar-se apenas de coincidências das linhas datiloscópicas. Mas, se você perguntar para mim, eu já acredito que seja um indício, uma suspeita.

O que o professor Hernani Guimarães falava sobre as suas pesquisas?

Ele já tinha me alertado que não seria possível obter informações sobre o espírito através da pesquisa na matéria, enfatizando sempre que o que é do corpo é do corpo, o que é do espírito é do espírito, e que as informações que poderiam comprovar a existência do espírito seriam as advindas de pesquisas sobre memória extra-cerebral. E o que seria isso? São lapsos de memória, fragmentos de lembranças de vidas passadas, principalmente em crianças, como: eu já vivi ali, em tal lugar. Meu pai era assim, morri de tal maneira e aí essas informações, uma vez cruzadas com muita pesquisa e seriedade, podem dar indícios de ser o mesmo espírito ali encarnado. Ele também dizia que a causa mortis vai influenciar na personalidade e na saúde da pessoa na outra vida. Se uma pessoa morreu com um tiro, ela poderia vir com a marca. Tudo isso o Dr. Hernani e o Dr. Stevenson já sabiam. Eu fui atrás de outras pistas, para algo novo. Queria saber se esse perispírito poderia também trazer alguma informação no corpo físico, como as digitais, o DNA. Foi comprovado em minhas pesquisas que a pessoa tem grande chance de vir com aspecto físico semelhante do da vida anterior, no caso de reencarnação com pouco espaço de tempo, em um, dois, até 10, 15 anos.

Então, o que eu fiz? Procurei o perito, de retrato falado, que estudou as medidas do rosto – a perimetria, a antropometria – e estabeleceu forma de se verificar pontos coincidentes, em comparação na face humana. Através desses e outros exames, nós conseguimos a comprovação de pelo menos 29 pontos coincidentes, considerando retratos de vida passada e da vida atual na face humana. Através desses exames, nós conseguimos vários laudos provando a reencarnação.

Você acredita que a comprovação científica da reencarnação poderia mudar o comportamento das pessoas em geral?

Os indianos são reencarnacionistas e nem por isso são melhores. Não acho que uma prova científica possa fazer avançar a humanidade, mas a parte moral. Serão os trabalhos em prol da humanidade, burilando o espírito, ajudando pessoas. Isso é que vai fazer as pessoas melhores.

Muitos cientistas - não digo um Einstein, que foi uma exceção, tanto da parte intelectual como moral, cuja finalidade do trabalho era provar através da Ciência que Deus existia -, muitos deles estão preocupados com patentes de gens, ou coisa do gênero, para garantirem seus ganhos por meio dos laboratórios. Ainda existe muito apego na parte material.

Além da pesquisa técnica, onde você se apóia para o seu trabalho?

Em muitas obras. No Chico, nas 16 obras de André Luiz, coleções de revistas espíritas, obras científicas em geral e internet.

Se outra pessoa fizesse essas investigações e não fosse delegado, teria a mesma facilidade de acesso ao aparato técnico para perícia e investigação?

A única pessoa que conheço e que teve essa facilidade foi o professor Hernani. O pessoal perguntava a ele. O senhor é da polícia?

Para você,  a comprovação, pela ciência, da vida após a morte está próxima?

Eu estou convencido de que sim. Durante todos esses anos de pesquisa, nunca fiquei preocupado com os materialistas, porque cada um pensa como quer. Mas penso que este trabalho pode servir de esperança, por exemplo, para pessoas hospitalizadas, ou que estejam na velhice. Quem sou eu para trazer algo novo. As obras estão aí e já foram suficientes para informar, mas se essa comprovação da vida após a morte e principalmente da reencarnação servir de alento, se essas pessoas se sentirem mais felizes, eu cumpri o meu objetivo. Valeram a pena esses anos de trabalho.

E o que você fez com toda essa pesquisa?

Eu transformei em um livro, que ainda está em estudos para ser publicado. E de tudo o que já li a respeito, posso garantir que quem ler vai, certamente, poder dizer: eu acredito na reencarnação. Eu creio que uma comprovação científica, nesse aspecto, eu consegui fazer.

 

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À procura do professor

Quando resolvi procurar pelo Dr. Hernani, reconhecido nas grandes universidades do mundo todo, e que já havia escrito inúmeras obras científicas, orientaram-me a procurar uma professora da Universidade Espírita do Paraná, a qual tinha profunda amizade com o professor. Ao procurá-la, eu fui desencorajado, por ela me dizer que ele era um homem muito ocupado. Pedi-lhe que falasse meu respeito e que eu gostaria de conhecê-lo. Eu cheguei a escrever enviando a ele artigos sobre minhas pesquisas a respeito de digitais, mas não tive coragem de lhe telefonar.

Numa noite de sexta-feira, meu telefone tocou, especificamente num dia em que eu me encontrava muito só e desanimado. Do outro lado da linha, uma voz pausada disse: "por favor o Dr. Fiorini está?". "Sim, respondi, sou eu mesmo"- quando ouvi do outro lado: "Eu sou o Hernani." - não citou cargo, ou referência ao Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, que presidia. Apenas humildemente fez referência: "a pessoa para quem você enviou os artigos. A partir daquele momento nasceu uma enorme amizade entre mim e o Dr. Hernani.

Numa tarde de sexta-feira resolvi lhe fazer uma surpresa, viajei de Curitiba a Bauru, cerca de 10 horas de viagem de carro. Lá chegando, telefonei pra o professor dizendo: "O senhor tem bom gosto. Em que bela cidade o senhor mora." Ele perguntou; "Mas, dr. Fiorini, onde o senhor está?". "Estou  aqui na entrada da cidade de Bauru". "Pois venha imediatamente para cá, que eu quero conhecê-lo"- ordenou o professor.

Chegando no IBPP, fui recepcionado por um pitoresco cachorro vira-lata preto, do qual o dono era o próprio Dr. Hernani. Apoiado em uma bengala, ele, vagarosamente, veio até o portão me recepcionar. Entrando no IBPP, observei várias fotos de cientistas na parede, dentre elas a do Albert Einstein. Na instante, um porta-retrato de um homem, de bigode, simpático, me chamou a atenção. Mas não me atrevi a perguntar quem era. Fiquei posteriormente sabendo que era seu filho, já desencarnado.

 

Entrevista publicada no jornal Correio Fraterno, edição 418 nov/dez de 2007.
 

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