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As sete tendas mestras
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Artigos on line - Artigos
Escrito por Diamantno Fernandes Trindade   

Em 15 de novembro de 1908 foi fundada, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, a primeira tenda de Umbanda no Brasil, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade. A partir de 16 de novembro do mesmo ano, as sessões da Tenda seguiram as normas estabelecidas, apenas com algumas praxes doutrinárias do Espiritismo, por força da época e das circunstâncias, as quais foram, depois, sendo adaptadas à realidade da Umbanda.

Após a T.E. Nossa Senhora da Piedade

Dez anos após a fundação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, o Caboclo das Sete Encruzilhadas (também conhecido como “O Chefe”) recebeu do Astral a incumbência de fundar sete tendas, que seriam uma espécie de núcleos centrais, de onde se propagaria a Umbanda para todos os lados. Oportunamente, em uma sessão de desenvolvimento e estudos, o Caboclo das Sete Encruzilhadas escolheu alguns médiuns para fundarem as novas tendas.

A organização espiritual das tendas era a seguinte: cada uma constituía uma sociedade civil e tinha um chefe de terreiro (presidente espiritual), nomeado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, um substituto e alguns eventuais, chamados estes, pela ordem de antiguidade na tenda, e todos designados pelo guia geral.

A hierarquia, na ordem material, como na espiritual, era mantida com austeridade. O Caboclo das Sete Encruzilhadas era secundado por diversos espíritos elevados que ele distribuía, pelas diversas tendas, conforme a necessidade. Esses espíritos nunca diminuíam nem assumiam autoridade dos presidentes espirituais e materiais, trabalhando em consonância com eles. Quando “O Chefe” incorporava em qualquer uma das tendas, não se investia na direção dos trabalhos, mantendo o prestígio de seus delegados.

Havia uma reunião mensal na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, exclusiva para os presidentes, seus auxiliares e médiuns pertencentes a estas tendas para a doutrinação, instrução e orientação dos trabalhos espirituais. As sessões de descarga e de caridade eram realizadas em cada tenda independentemente. Uma sexta-feira por mês era realizada uma sessão em conjunto na tenda mãe.

Em nenhuma tenda era permitido realizar qualquer trabalho sem a autorização expressa do “Chefe”, e nenhum presidente podia submeter ao seu julgamento pedido que não fosse inspirado na defesa e no benefício do próximo.

Muitas dificuldades têm sido encontradas para o resgate da memória dessas tendas. Devo aqui louvar e agradecer o esforço e dedicação do coronel Carlos Soares Vieira, que não tem medido esforços para elucidar a história dessas tendas.

O coronel relata algumas de suas visitas e dificuldades durante a pesquisa que, segundo ele, está em aberto e ainda tem algumas lacunas para serem preenchidas. Disse também que, em março de 2008, tentou contato com Marizeli, médium da Tenda São Jorge e responsável pelo site, e com o seu dirigente espiritual Pedro Miranda, também presidente da União Espiritista de Umbanda do Brasil – UEUB, que pouco informaram, mesmo sendo o órgão de cúpula criado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, visto que a UEUB não possuía os arquivos destas tendas.

Em Cachoeiras de Macacu (RJ) recebeu da sra. Laudelina informações sobre as entidades espirituais de algumas tendas e datas de fundação...

 

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