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A Aids e a banalização do sexo
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Escrito por Victor Rebelo   

De acordo com o Ministério da Saúde, a mortalidade pela Aids caiu 13% no Brasil entre 2003 e 2013, passando de 6,4 para 5,7 mortes por 100 mil habitantes. Porém, infelizmente, há um aumento da contaminação do HIV entre os jovens de 15 a 24 anos. De 2004 a 2013, a taxa de detecção passou de 9,6 para 12,7 casos a cada 100 mil habitantes.

“Para nós, a conscientização dos jovens é um desafio. Eles não viram seus líderes morrerem de Aids, não viveram histórias de sofrimento, não trabalham mais com os mesmos valores e referências que outras gerações viveram”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na entrevista que apresentou os dados do Boletim Epidemiológico HIV-Aids. “Voltou a ser comum ter três parceiros diferentes em uma mesma noite. Esse tipo de comportamento que a Aids parecia ter acabado está voltando”, completou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Segundo a classificação do Ministério da Saúde, a Aids é uma “epidemia concentrada” em populações-chave. Dos casos, 10,5% foram registrados em gays e outros HSH (homens que fazem sexo com homens), 5,9% em usuários de drogas, 5% em usuários de crack e 4,9% em trabalhadores do sexo – (fonte: http://veja.abril.com.br).

Tenho acompanhado de perto nossa geração de jovens. Na minha opinião, nossa sociedade evoluiu muito nestas últimas gerações. Atualmente, apesar de ainda existir um certo preconceito e homofobia de parte da população, é muito mais fácil assumir a bi ou homossexualidade. Tenho visto muitos jovens aceitarem sua sexualidade com mais naturalidade, sem o medo e recalque impostos pelos tabus sociais e religiosos.

Penso que quanto mais uma sociedade convive pacificamente com a diversidade (de religião, sexual, política, etc.), mais ela demonstra estar evoluindo.

É fundamental para um desenvolvimento psicológico e emocional saudável, que o indivíduo tenha liberdade para assumir seus desejos e manifestá-los. Claro que para agir com ética (eu disse ética e não valores morais-religiosos), a expressão da minha liberdade, seja sexual, religiosa, etc., não pode ferir a liberdade, dignidade e direitos do próximo.

Muitos podem apontar essa maior liberdade sexual como o fator preponderante para estarmos enfrentando o aumento do contágio do HIV. Não acho. Penso que a raiz do problema está na banalização do sexo, seja entre heteros ou homossexuais. No caso destes, a homossexualidade pode e deve ser vivenciada de forma segura e saudável.

Por outro lado, com a emancipação feminina, as mulheres têm conquistado uma maior independência, seja financeira, afetiva ou sexual. Hoje, as mulheres podem assumir seus desejos com mais naturalidade e isso é ótimo! O problema está na enorme vulgarização do sexo que vemos na sociedade, principalmente pelos homens – como sempre ocorreu – e agora pelas mulheres. Se isso continuar, veremos o número de mulheres contaminadas também aumentar drasticamente.

Devemos, sim, vivenciar nossa sexualidade de forma natural, sem os antigos tabus religiosos, mas também sem tornarmos o sexo a causa de nossa degradação espiritual.

O ato sexual não serve apenas para procriação. Serve para mantermos nossa harmonia psicoemocional e energética, quando praticado com equilíbrio e respeito. Abstinência apenas quando for natural e não forçada.

Portanto, pais: informem seus filhos sobre sexo e doenças. Eduquem quanto à necessidade do respeito que se deve ter ao parceiro, assim como do autorrespeito. Esclareçam. Deem preservativos para os jovens. Acompanhem, sim, o namoro deles, mas sem invasão de privacidade.

Que o sexo seja um momento de prazer e, de preferência, de amor.

 

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