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A unidade por trás da diversidade
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Escrito por Victor Rebelo   

Pela quinta vez dedicamos uma edição inteira da revista Caminho Espiritual ao universo umbandista. Isso porque a Umbanda é muito variada e ampla em seus fundamentos e práticas.

Cada edição tem um foco central, como: doutrina e fundamentos básicos, magia e rituais, tradição e história... Desta vez, fizemos uma abordagem mais generalizada, abordando um pouco de cada um dos temas que já foram mais detalhados nas edições passadas. Por quê?

Primeiro porque algumas das edições passadas já estão esgotadas. Segundo porque sempre tem novos adeptos – médiuns ou não – adentrando nos “mistérios” da nossa querida Umbanda. Portanto, alguns conceitos foram repassados e outros introduzidos. Sempre pensando em lidar tanto com o público leigo quanto com os mais acostumados e entendidos deste universo religioso.

Mas tem outro motivo que nos levou a fazer uma abordagem geral sobre a Umbanda: é que pesquisando na internet, sobretudo no youtube, sobre os rituais umbandistas, posso dizer que tive dois sentimentos antagônicos! E foi por causa deles que me dediquei a esta presente edição.

Primeiro, posso dizer que fico maravilhado toda vez que visito um centro de Umbanda ou assisto a algum ritual na internet. Quanta beleza! Quanta diversidade cultural e ritualística! Quantas formas variadas de lidar com os espíritos e o Sagrado! Acredito que a Umbanda é uma das religiões mais heterogêneas que existem. Basta visitar alguns centros para constatar. E apesar de alguns estudiosos umbandistas classificarem os diferentes padrões de rituais ou formas de se entender e praticar a Umbanda em nomes específicos (como Umbanda branca, Umbanda iniciática, popular, etc.) toda essa diversidade faz parte do caldeirão cultural desta religião, que, ao contrário das outras, não possui um órgão hierárquico maior, um codificador ou mesmo uma codificação. Apesar de o movimento umbandista reconhecer a anunciação da Umbanda a partir do advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas, com o médium Zélio Fernandino de Moraes, em 1908, o fato é que já havia algumas manifestações das entidades que militam na corrente espiritual da Umbanda antes desse marco oficial. Portanto, podemos entender a Umbanda como um movimento de ordenação dentro de um universo multifacetado de rituais miscigenados, típicos da cultura brasileira, com sua herança indígena, negra e europeia.

Mas o que me deixou preocupado e – por que não dizer – com repulsa, foi o grande número de pessoas e centros se apresentando como sendo de Umbanda, mas cujas práticas fogem completamente de sua proposta maior – a prática da caridade.

Pessoas que se dizem médiuns “incorporando” espíritos e cometendo atos completamente vulgares, obcenos... realizando “festas” onde reinam a vaidade, a bebida, sexo... tudo usando-se como desculpa “a gira” com as entidades.

Então, foi pensando nessas pessoas que fiz mais esta edição, apresentando um pouco mais das noções básicas sobre o que é Umbanda.

Umbanda é uma “mãe”, que aceita tudo de seus filhos. Mas, nós, filhos, temos que oferecer a única coisa que essa mãe nos pede: amor!

E esse amor deve ser o elo comum, que une todos os umbandistas acima das diferenças, ou melhor, da diversidade!

 

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