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Uma doutrina em construção
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Escrito por Victor Rebelo   

Todo aquele que crê haver em si outra coisa além da matéria é espiritualista. Mas isso não significa que todo espiritualista aceite a existência e a comunicação com os espíritos. Portanto, para evitar confusão, Allan Kardec preferiu classificar como espírita todo aquele que é adepto dos princípios do Espiritismo, propondo uma codificação, uma reunião de postulados que pudesse servir de guia e base para os espíritas.

Muitos conceitos ensinados na codificação podem ser encontrados, idênticos ou semelhantes em muitos aspectos, em algumas doutrinas do Oriente, como no Budismo, no Hinduísmo e mesmo no Judaísmo; nas antigas tradições xamânicas, etc.

Kardec não inventou os fundamentos da doutrina espírita. Ele apenas codificou um modelo doutrinário, mas o Espiritismo não é uma doutrina que se limita à obra kardequiana. Ele se expandiu e está constantemente evoluindo. Claro que precisamos de bom-senso, para não cairmos em crendices. Mas nenhuma obra é perfeita. O próprio Kardec reconheceu isso.

O Espiritismo é mais uma proposta de doutrina espiritualista que pode complementar os ensinamentos de outras doutrinas e mesmo, quem sabe, auxiliar a Ciência. E como toda doutrina, a codificação é uma mistura de verdades universais com opiniões pessoais, sejam do codificador e dos espíritos que participaram da codificação, ou mesmo de médiuns extraordinários que surgiram e ainda surgem para complementar a obra.

Portanto, a codificação espírita deve ser compreendida não apenas no seu conteúdo, mas no seu processo histórico. Precisamos entender os fatores culturais que levaram Kardec e alguns espíritos a fazerem certas afirmações que ainda estavam limitadas a certos paradigmas século XIX.

Para os espíritas que não aceitam nada além do que está escrito na codificação ou que fazem de Kardec um pensador infalível, o que estou dizendo aqui é, sem dúvida, uma heresia! Infelizmente, essas pessoas ainda não compreenderam que nenhuma doutrina abrange a verdade absoluta.

Geralmente, as religiões apresentam dois aspectos: o esotérico (fechado) e o exotérico (aberto). O esotérico era ensinado para apenas um grupo de pessoas iniciadas, discípulos preparados para entender as questões mais profundas da vida. Os ensinamentos exotéricos eram passados às massas, através de parábolas, mitos, etc. Este aspecto muda de acordo com a época e a cultura de cada povo. Isso era necessário nos séculos passados.

Por isso, precisamos reconhecer e respeitar todas as religiões, pois elas podem oferecer grandes ensinamentos, ainda que muitas delas estejam limitados aos dogmas e interesses políticos.

Os espíritas precisam parar de querer impor uma forma “pura” de se praticar o Espiritismo. Não podemos engessar o Espiritismo em uma ortodoxia. O Espiritismo ainda está em construção! Claro que é preciso razão e experimentação daquilo que se estuda, mas a única diretriz realmente importante é: “Espíritas: Amai-vos e instruí-vos!”

 

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