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Avanços na terapêutica espírita
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Escrito por Victor Rebelo   

O perispírito, também conhecido como corpo astral, psicossoma, corpo espiritual, etc., é um “corpo” sutil. Não pode ser chamado de material, pois não apresenta as características básicas de um corpo material (não ocupa espaço, não tem massa, etc.)

Mas, se ele existe, mesmo que seja em um plano menos denso da realidade, não-físico, e se apresenta sob uma forma, ainda que possa mudar de aparência com relativa facilidade, significa que é formado por alguma substância que, para nós, ainda é bem desconhecida. Então, por falta de uma nomenclatura mais apropriada, podemos dizer que o perispírito é um corpo energético ou um corpo de matéria sutil.

Uma explicação bem simples, mas que ainda não pode ser comprovada, é a de que o perispírito, assim como toda matéria, seria formado a partir do fluido cósmico universal. Esta teoria, que possui semelhança com algumas teorias de outras doutrinas espiritualistas, pode ser estudada nas obras da codificação de Allan Kardec.

O codificador da doutrina espírita sempre enfatizou o seguinte:

1 – Que o Espiritismo era uma doutrina nova, e que muito seria acrescentado a sua obra.

2 – Que tivéssemos uma postura de verdadeiros pesquisadores, analisando tudo, sem preconceito, utilizando sempre a razão e as descobertas da Ciência para separarmos o “joio do trigo”.

3 – Que se em algum ponto a doutrina estivesse equivocada, conforme comprovação da Ciência, que ficássemos com os avanços da Ciência.

4 – Outras religiões e doutrinas também podem ensinar muito aos espíritas.

Portanto, penso que os espíritas precisam seguir essas recomendações de Kardec se quiserem avançar em seus estudos sobre o perispírito, o campo bioelétrico (duplo-etérico), os centros de força (chakras), etc.

A obra de Kardec foi apenas o início, a base de uma doutrina. Com as novas informações que foram e estão sendo transmitidas (desde Chico Xavier até os dias de hoje), muito conhecimento tem sido somado ao campo de pesquisas espíritas, ampliando nossa visão e até mesmo derrubando certos conceitos kardequianos que parecem não estar corretos; são fruto apenas da crença dos espíritos da codificação e da cultura da época.

Portanto, sinto que o momento é propício para que os espíritas procurem, cada vez mais, ampliar seus conhecimentos, deixando o preconceito de lado e buscando uma abordagem mais universalista, típica de um livre-pensador, em vez de religiosa, dogmática.

Claro que uma obra jamais deve ser alterada. A obra de Kardec está pronta, mas o Espiritismo precisa continuar progredindo em suas técnicas terapêuticas, de tratamento energético e espiritual. Cada centro espírita deve ter a liberdade de buscar tudo aquilo que, fazendo parte do contexto, possa contribuir com seus trabalhos, mas sempre com coerência e bom senso. Se a medicina evolui, porque os métodos de tratamento espírita também não poderiam evoluir?

A doutrina espírita, hoje, apresenta um lado religioso muito forte. Isso fez com que ela sobrevivesse aqui no Brasil. Mas, penso que falta mais liberdade para os espíritas avançarem e mesmo repensarem alguns pontos “doutrinários” e que são considerados inquestionáveis. Também acho que os centros espíritas podem contribuir ainda mais, como eu disse, ampliando seus estudos sobre nossa natureza mais sutil, energética, não se limitando apenas à literatura considerada espírita, mas buscando toda obra que, aprovada pela experimentação e racionalidade, possa contribuir para a melhoria dos trabalhos de cura ou mesmo doutrinários.

 

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