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A Ciência e o Espiritismo
Artigos on line - Artigos
Escrito por Victor Rebelo   

Na Introdução de O Livro dos Espíritos, item VII, Kardec se pronuncia sobre a Ciência, dizendo: “As ciências positivas repousam sobre as propriedades da matéria, as quais podem ser experimentadas e manipuladas à vontade; os fenômenos espíritas repousam sobre a ação de inteligências que têm vontade própria e que a todo instante provam que se não subordinam ao nosso capricho. (...) A Ciência, propriamente assim chamada, é, portanto, incompetente, como tal, a decidir na questão do Espiritismo; não tem que se haver com ele e seja, qual for a sua opinião, favorável ou não, não poderá ter significação”.

Acho que precisamos ter muito cuidado em relação a isso que Kardec afirmou, para não termos um entendimento errado...

O codificador da doutrina espírita era um homem que sempre valorizou a fé raciocinada e as conquistas da Ciência. Não seria lógico supor que ele fosse contra o conhecimento científico. Ao contrário! Kardec chegou a afirmar que “O Espiritismo e a Ciência se complementam um pelo outro. A Ciência sem o Espiritismo se encontra na impossibilidade de explicar certos fenômenos unicamente pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência lhe faltaria apoio e controle. O estudo das leis da matéria deveria preceder ao da espiritualidade, porque é a matéria que fere, primeiramente, os sentidos. (...)”

Para fazermos a tão sonhada ponte com a Ciência, temos que ter a humildade de aceitar a possibilidade de nossas crenças estarem equivocadas, sejam elas apoiadas por alguma doutrina ou não. Isso não significa que iremos perder nossa fé, que deve ser sustentada a partir de um estudo profundo e das nossas experiências pessoais, mas precisamos nos manter receptivos a um diálogo constante com a Ciência, revendo nossos conceitos doutrinários quando for necessário.

Por outro lado, mesmo ainda não tendo um total entendimento e domínio sobre os fenômenos paranormais e mediúnicos, ainda assim podemos dar a nossa parcela de contribuição para a sociedade, seja no campo dos conceitos espíritas ou na área terapêutica, com a desobsessão e passes.

Não acredito que o Espiritismo seja a “religião do futuro”. Acreditar nisso seria desprezar a sabedoria das outras doutrinas e religiões. Mas penso que alguns dos fundamentos do Espiritismo serão mundialmente reconhecidos, não necessariamente por todas as religiões, mas, quem sabe, pela própria Ciência. Então, a vida após a morte não será apenas uma “crença”, mas uma matéria a ser estudada nas universidades. Aí sim, a Ciência e as doutrinas espiritualistas marcharão lado a lado, cada uma avançando em sua área de atuação.

Hoje, o movimento espírita é, basicamente, um movimento religioso. Tudo bem, mas penso que precisamos de mais pesquisadores que aproveitem o fértil terreno que a prática espírita oferece para desenvolverem pesquisas de acordo com a metodologia científica.

Como disse Albert Einstein, “A Ciência sem religião é manca, a Religião sem a Ciência é cega”.

 

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