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O caminho do Xamanismo
Artigos on line - Artigos
Escrito por Victor Rebelo   

Esta é a primeira vez em que uma edição da revista Caminho Espiritual é totalmente dedicada ao tema Xamanismo. Nossa intenção é retomarmos o assunto futuramente, pois o tema é muito amplo, e uma edição apenas é insuficiente para adentrar profundamente neste universo riquíssimo formado pelo conjunto de crenças religiosas e práticas primitivas da humanidade. Quando digo primitivas, quero dizer que sua origem está nos primórdios da nossa cultura, numa época que escapa aos nossos registros históricos.

Entendo o Xamanismo como sendo a sabedoria e os rituais dos povos nativos que, honrando a Mãe-Terra, buscam a reconexão da alma com o Grande Mistério. Claro que o Xamanismo é mais que isso, mas já é um ponto de partida. Cabe a cada um de nós trilhar o próprio caminho, numa jornada que nos levará, cada vez mais, para a autodescoberta e para uma vivência mais harmônica com tudo e com todos.

Praticamente todos os povos tiveram, em sua origem, o que podemos chamar de práticas xamânicas. Mesmo com suas diferenças, as práticas sempre tiveram o mesmo objetivo: curar e transcender.

Hoje, essa sabedoria que nos remete às nossas origens está sendo resgatada pelos chamados “xamãs urbanos”. São curadores e pesquisadores espiritualistas, com profunda afinidade com as culturas e espiritualidade nativas, que procuram trazer os benefícios dessa sabedoria para os dias tumultuados de hoje. Diante de tanta tecnologia e avanço científico, é incrível o fato de que todo esse nosso progresso não dispensa a necessidade primordial de uma relação simples e saudável com a Natureza. A modernidade, apesar de todas as suas conquistas, não é capaz de nos manter saudáveis e lúcidos se perdermos aquilo que nos é mais essencial: nossa alma. E o Xamanismo – seja ele oriundo dos índios do Brasil, da América do Norte, dos povos andinos, celtas, do Himalaia, africanos, esquimós... – nos ensina que nossa alma não está separada da alma do mundo. Parece que os cientistas estão começando a entender isso, o que tem dado força a um modo de vida autossustentável e ecológico.

Portanto, penso que este é o momento propício para revalorizarmos a sabedoria dos povos primitivos, que foi bastante desprezada nos últimos séculos.

Claro que não foi possível convidar todos os grandes xamãs que realizam, com responsabilidade e conhecimento, seus trabalhos pelo Brasil e no mundo. Convidei alguns e pretendo convidar outros, para uma nova edição. Meu objetivo é um só: instigar você, leitor, a conhecer e adentrar neste caminho, cuja proposta é desenvolver, no ser humano, uma relação mais consciente com a vida.

Mitakue Oasin! (Por todas as nossas relações!)

 

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