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Ciência e Espiritualidade
Artigos on line - Artigos
Escrito por Victor Rebelo   

Uma das grandes bênçãos que tenho ao editar a Revista Cristã de Espiritismo é o fato de que estou sempre aprendendo com os artigos que publicamos.

Posso dividir a revista em duas partes: uma, composta de artigos básicos, para iniciantes na doutrina espírita.

Outra, para aqueles que já conhecem os fundamentos básicos do Espiritismo e desejam se aprofundar ou mesmo analisar fatos da nossa atualidade à luz da doutrina espírita. Com relação a esta segunda parte, tenho aprendido muito.

Cada editor, por mais imparcial que procure ser, sempre acaba “imprimindo” certos conceitos pessoais no perfil editorial da revista. Isso também ocorre com a Revista Cristã de Espiritismo. Por exemplo: como sou um pesquisador universalista e busco uma compreensão maior da vida com base na minha experiência pessoal e nos ensinamentos das várias doutrinas espiritualistas existentes, procuro incentivar nossos leitores a buscarem essa abordagem também. Até mesmo Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, tinha essa mentalidade. Quem consultar o Catálogo Racional para fundar uma Biblioteca Espírita, de Kardec, verá que o mestre lionês nos incentiva a estudarmos o Baghavad Gita, o Alcorão etc. Mesmo os espíritos, em O Livro dos Espíritos, nos incentivam a fazermos das religiões um tema sério de estudo, pois, segundo eles, o Espiritismo é patrimônio da humanidade, tendo sido transmitido em todas as épocas e entre os mais diferentes povos.

Essa abordagem integral não deve se limitar ao campo da Religião. Precisamos, como propõe o pensador norte-americano Ken Wilber (Espiritualidade Integral), buscar uma visão integrada entre os diferentes campos de pesquisa da Ciência, unindo com os ensinamentos das grandes tradições espiritualistas, deixando de lado aquilo que está comprovadamente equivocado. Arte, Ciência, Religião e Filosofia devem ser trabalhadas de forma integral, interdisciplinar. Bem antes de Ken Wilber, aqui no Ocidente, Descartes propôs uma visão racional, que não se distanciasse da Ciência, com relação a existência de Deus e do Ser (O Discurso do Método).

Após séculos de dominação política e social por parte da Igreja Católica, o Ocidente se viu em condições de alçar voos mais altos em direção ao conhecimento da natureza e da realidade. Com os grandes avanços científicos que estavam chegando, Kardec percebeu que certas colocações contidas em sua codificação poderiam estar, futuramente, em desacordo com as descobertas da Ciência. Por isso, ele nos aconselhou, caso isso acontecesse, a seguirmos com a Ciência.

A codificação não deve, jamais, ser alterada, pois está terminada. Agora, nossos conhecimentos é que não podem se limitar à codificação kardequiana. Se cairmos no fanatismo de achar que as obras básicas contêm tudo ou apresentam informações inquestionáveis, vamos contrariar as próprias recomendações de Kardec, que era um pesquisador sempre atualizado com as descobertas científicas da época. O espírita precisa buscar os vários ramos do conhecimento para construir uma visão de mundo mais integral e atualizada. Muitas teorias da Física Quântica começam a abrir campo para uma visão mais espiritualizada da realidade, e os espíritas não podem ficar de fora desta grande tendência mundial.

Paz e Luz!

 

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