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Reformando o planeta-escola
Artigos on line - Artigos
Escrito por Victor Rebelo   

Anos atrás tive um sonho muito significativo. Já escrevi sobre ele antes, mas acho que ele se encaixa perfeitamente neste editorial. Vou contar:
“Subia por um muro e olhava para um terreno baldio. Ao meu lado, duas crianças, com olhares ansiosos e sorriso nos lábios, me acompanhavam. No terreno a nossa frente, homens transportavam brinquedos do playground de uma escola, que ficava do outro lado do terreno. Então, pulei o muro, atravessei o terreno e fui em direção à escola...

Ao caminhar pelo pátio, passava pelos brinquedos; gira-gira, escorregador, trepa-trepa, gangorra...  porém, para minha surpresa, estavam todos quebrados, apesar de ainda ser possível brincar neles.
Caminhava, colocando minhas mãos sobre cada um deles e sentia, com muita tristeza e lágrimas nos olhos, o motivo de toda aquela depredação: o vandalismo e mau trato que as próprias crianças tinham com os brinquedos. Minha tristeza aumentava cada vez mais, pois percebia o quanto o lado agressivo e revoltado daquelas crianças estava aflorado. E começava a me sentir preocupado, também, pois os brinquedos, do jeito que estavam, ofereciam risco de acidentes para as próprias crianças.
Então, entendi o que estava acontecendo. Os homens que eu tinha visto antes estavam reformando e substituindo os brinquedos do playground. Me aproximo do gira-gira, sento e fico admirando aquilo tudo. Neste momento, uma amiga –  não me lembro quem – chega e diz que os brinquedos estão exalando mau cheiro. Explico que a reforma ainda não acabou e o mau cheiro é por causa das crianças que brincam com eles. Desmonto uma parte do gira-gira e dou a ela. Peço que ajude a limpar, e diante da expressão de surpresa estampada no rosto de minha amiga, digo que a tarefa é simples. Depois, eu mesmo colocaria a peça no lugar.
Neste momento, algumas senhoras, diretoras da escola, se aproximaram reclamando, dizendo que não valia a pena tanto esforço e dedicação. Então, comecei a discursar o seguinte:
– Sabem  do que uma escola precisa, além de diretores, coordenadores, professores...? Precisa de monitores e educadores; de pessoas que criem projetos culturais e esportivos. Por exemplo, na hora do recreio, em vez das crianças e adolescentes ficarem à toa, poderíamos organizar jogos e campeonatos esportivos entre eles. Se um grupo de meninas, por exemplo, sabe tocar flauta, elas poderiam se apresentar, tocando seus instrumentos. Isto estimularia a convivência fraterna entre eles, além de educá-los. E, poderíamos estender isso para os fins de semana!
Ao final do meu pequeno discurso, não percebo mais aquelas senhoras, mas vejo, sentado ao meu lado, um jovem rapaz com um sorriso de descrença. Percebo que ele é um aluno da escola. Digo, com a intenção de conquistar sua confiança, que já tive a oportunidade de realizar trabalhos assistenciais em comunidades carentes, favelas, onde algumas crianças tentaram, certa vez, nos agredir. Também conto que já tinha participado de uma aula de teatro na Febem, e não julgávamos aqueles adolescentes pelos delitos que haviam cometido, pois tudo o que eles precisavam era de uma nova chance na vida. O rapaz, então, se levanta emocionado e diz:
– Olha, eu boto fé em você! Estou contigo nesta!
Pergunto o nome dele. Ele me responde e eu digo o meu. Nos abraçamos e começamos a chorar de emoção.
Chega, neste momento, um homem trazendo alguns livros com histórias infantis que ele havia produzido. Fico feliz; mais uma pessoa querendo ajudar!”
Não me lembro de mais nada. Também não sei se foi um sonho simbólico ou uma experiência fora do corpo, no plano astral. O que importa é que este sonho é nosso! Sim! Que possamos juntos reformar esta grande escola – o planeta Terra – para que todos nós possamos viver com dignidade, em igualdade e fraternidade. Encerro com Geraldo Vandré: “Vem! Vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

 

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