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O conectoma e a alma
Artigos on line - Artigos
Escrito por Victor Rebelo   

Recentemente, uma notícia ganhou destaque na mídia; trata-se das pesquisas científicas realizadas na tentativa de se mapear a rede neural (o conjunto das ligações entre os neurônios) do cérebro. Esse mapa seria o conectoma, termo criado em 2005, por Olaf Sporns, professor da Universidade de Indiana – USA.

Sebastian Seung, um dos cientistas líderes envolvidos no projeto, explicou em uma palestra à TED (fundação privada sem fins lucrativos dos Estados Unidos, conhecida por suas conferências destinadas à disseminação de ideias – www.ted.com) que parte dessa rede neuronal é definida pelo nosso DNA; outra parte é definida conforme nossos pensamentos e emoções, ou seja, conforme nossas experiências.

Portanto, se analisássemos em detalhes, veríamos que cada pessoa possui um conectoma único, inigualável, pois cada um de nós tem uma história de vida única. Ao mesmo tempo, essa rede neural não é estática. Ela passa por mudanças, conforme mudamos, ao longo da vida, nossa maneira de pensar e sentir. Portanto, ao longo da vida criamos ou reforçamos certas sinapses (pontos de comunicação entre os neurônios), enquanto enfraquecemos outras.

Com relação à memória, não se sabe, ao certo, onde ela ficaria armazenada no cérebro. Uma das teorias diz que nossas experiências ficam gravadas justamente neste fluxo que passa por nossa rede neuronal, ou, para ser mais exato, na combinação de impulsos eletroquímicos transmitidos de uma célula cerebral para outra.

Mapear o conectoma nos permitirá decifrar muitos enigmas da mente humana, desde as questões mais simples às mais profundas, como as que envolvem a fé e o amor. Além disso, antes mesmo de completarmos o mapeamento de todo o conectoma, poderemos, afirmam os cientistas, usufruir dos seus benefícios no diagnóstico objetivo de doenças mentais.

Hoje, com a tecnologia que temos, os cientistas levariam séculos para completar – considerando que isso seja possível – o mapeamento. Mas, soluções e inovações nas pesquisas têm sido encontradas, o que tem dado um novo fôlego às pesquisas.

Mas o que me motivou a escrever este editorial foi o fato de ter sido publicado, em um artigo da revista Veja, que as imagens do conectoma revelariam a origem biológica do pensamento e das emoções. Bem... do ponto de vista biológico, talvez essa hipótese esteja correta. Porém, no final do artigo, a jornalista afirma – por conta própria – que “a longo prazo, a compreensão completa das ligações e da lógica de funcionamento do conectoma será suficiente para explicar conceitos ‘etéreos’ como a mente e alma.”

De acordo com a visão espírita, a origem dos pensamentos, emoções e sentimentos estaria na alma, no espírito. Existe, hoje, comprovação científica disso? Não. Mas, temos grandes evidências que tornam essa teoria bastante plausível. Quem se interessar, pode começar se informando sobre as pesquisas realizadas por Willian Crookes e Allan Kardec, no século XIX. Além disso, como podemos ter certeza de que o mapeamento do conectoma poderá desvendar o mistério da mente e da alma? A Ciência ainda não aceita, mas também não explica, satisfatoriamente, as psicografias de Chico Xavier, assim como não prova o que são, na verdade, as chamadas Experiências de Quase-morte – EQM.

Portanto, temos que ter cuidado em aceitar certas teorias, vindas tanto da Ciência quanto de doutrinas espiritualistas, inclusive, do próprio Espiritismo. Penso que o correto é termos uma postura investigativa, questionadora, como aconselhou Allan Kardec.

 

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