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Conan Doyle, o imortal escritor inglês, em seu livro História do Espiritismo, diz que, para se “compreender completamente um Swedenborg é preciso possuir-se um cérebro de Swedenborg; e isto não se encontra em cada século”.

O médium era engenheiro de minas e grande autoridade em Física e Astronomia, tendo publicado, também, vários trabalhos sobre as marés e sobre a determinação das latitudes. Foi, ainda, financista e político, além de apaixonado estudioso da Bíblia.

Aos vinte e cinco anos de idade ocorreu seu desenvolvimento psíquico, mas desde menino já tinha visões.

Conta-se que, por ocasião de um jantar, onde se encontravam cerca de dezesseis pessoas, Swedenborg, pela sua clarividência à distância, observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a trezentas milhas de Gothenburg, onde se realizava o jantar.

Somente em 1744 é que desabrocharam suas forças latentes, quando se achava em Londres.

“Na mesma noite, o mundo dos espíritos do céu e do inferno abriu-se convincentemente para mim, e aí encontrei muitas pessoas de meu conhecimento e de todas as condições. Desde então, diariamente, o Senhor abriu os olhos de meu espírito para ver, perfeitamente de perto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e espíritos”, diz ele.

Conan Doyle, na sua obra já citada, expõe os principais fatos por ele descritos, que vamos transcrever, pois julgamos de grande valia para nossos leitores, uma vez que os mesmos muito se assemelham às narrativas de André Luiz, recebidas pelo canal mediúnico de Chico Xavier. Vejamos:

“Verificou que o outro mundo, para onde vamos após a morte, consiste de várias esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e de felicidade; cada um de nós irá para aquela a que se adapta a nossa condição espiritual. Somos julgados automaticamente, por uma lei espiritual das similitudes; o resultado é determinado pelo resultado global de nossa vida, de modo que a absolvição ou o arrependimento no leito da morte têm pouco proveito. Nessas esferas, verificou que o cenário e as condições deste mundo eram reproduzidas fielmente, do mesmo modo que a estrutura da sociedade. Viu casas onde viviam famílias, templos onde praticavam o culto, auditórios onde se reuniam para fins sociais e palácios onde deviam morar os chefes.

A morte era suave, dada a presença de seres celestiais que ajudavam os recém-chegados na sua nova existência. Esses recém-vindos passavam imediatamente por um período de absoluto repouso. Reconquistavam a consciência em poucos dias, segundo a nossa contagem.

Havia anjos e demônios, mas não eram de ordem diversa da nossa: eram seres humanos, que tinham vivido na Terra e que, ou eram almas retardatárias, como demônios, ou altamente desenvolvidas, como anjos.

De modo algum mudamos com a morte. O homem nada perde pela morte: sob todos os pontos de vista é ainda um homem, conquanto mais perfeito do que quando na matéria. Levou consigo não só suas forças, mas seus hábitos mentais adquiridos, suas preocupações, seus preconceitos.

Todas as crianças eram recebidas igualmente, fossem ou não batizadas. Cresciam no outro mundo; jovens lhe serviam de mães, até que chegassem as mães verdadeiras.

Não havia penas eternas. Os que se achavam nos infernos podiam trabalhar para sua saída, desde que sentissem vontade. Os que se achavam no céu não tinham lugar permanente: trabalhavam por uma posição mais elevada.

Havia o casamento sob a forma de união espiritual no mundo próximo, onde um homem e uma mulher constituíam uma unidade completa (é de notar-se que Swedenborg jamais se casou).

Não haviam detalhes insignificantes para sua observação no mundo espiritual. Fala de arquitetura, de artesanato, das flores, dos frutos, dos bordados, da arte, da música, da leitura, da ciência, das escolas, dos museus, das academias, das bibliotecas e dos esportes. Tudo isso pode chocar as inteligências convencionais, conquanto se possa perguntar por que toleramos coroas e tronos e negamos outras coisas menos materiais.

Os que saíram deste mundo, velhos, decrépitos, doentes ou deformados, recuperavam a mocidade e, gradativamente, o completo vigor. Os casais continuavam juntos, se os seus sentimentos recíprocos os atraíam. Caso contrário, era desfeita a união. Dois amantes verdadeiros não são separados pela morte, de vez que o espírito do morto habita com o sobrevivente, até a morte deste último, quando se encontram e se unem, amando-se mais ternamente do que antes.”

Com estas citações, acreditamos haver dado ligeira noção sobre os ensinamentos de Swedenborg, porém, quem desejar beber mais ensinamentos encontrará amplo material em suas obras Céu e Inferno, A nova Jerusalém e Arcana Coelestia.

 

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo
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