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Considerado um dos maiores médiuns do século XIX, Daniel Dunglas Home ficou muito conhecido pela produção de fenômenos de levitação, comunicação com os espíritos – como as batidas ou “raps”, entre outras formas de comunicação mediúnica.

Em suas quase 1.500 sessões de mediunidade, Home foi, muitas vezes, avaliado por diversos pesquisadores e nenhum deles conseguiu demonstrar, de forma conclusiva, alguma fraude em suas manifestações. Provavelmente, Home é um dos médiuns mais famosos e admirados de todos os tempos.

Daniel Dunglas Home nasceu na Escócia, no ano de 1833. Já no início de sua vida, Home começou a apresentar algumas habilidades psíquicas. Certo dia, o pequeno Home teve uma visão com a morte de um amigo. Poucos dias depois, o amigo veio a falecer. Sua mãe, que também era uma sensitiva, disse que havia um histórico de ocorrências estranhas na família, mas, sem dúvida, nada comparado a Home. Os fenômenos estranhos não pararam de ocorrer.

Já na adolescência, a família vivenciou muitas anomalias insólitas, acontecimentos que podemos sem medo chamar de um verdadeiro “poltergeist”. Eram ouvidas pancadas em móveis, objetos mudando de lugar, luzes acendendo e apagando automaticamente, dentre outros fenômenos. Os familiares perceberam que esses acontecimentos inusitados só se produziam com a presença de Home na casa, sendo ele próprio o gerador inconsciente de tais aberrações. Algumas pessoas alegavam que o rapaz estava sendo dominado por demônios e isso acabou causando-lhe alguns problemas na época.

Já na fase adulta, após iniciar suas apresentações como médium, Home conseguia produzir fenômenos como: fazer objetos se moverem, instrumentos musicais tocarem sozinhos, a materialização de partes do corpo de espíritos, dentre outros.

Viajou por várias cidades realizando curas e se comunicando com os espíritos. Home nunca cobrou pelos seus atendimentos mediúnicos, no entanto, aceitava os donativos que eram dados espontaneamente. Certa vez admitiu que não estava preparado para uma mudança tão repentina em sua vida, e disse ainda que era muito tímido para se expor em tantas sessões.

 

 

Um homem caridoso

Porém, Home não era apenas um simples produtor de fenômenos. Segundo Arthur Conan Doyle, Home também era um homem caridoso e que “a caridade era uma de suas mais belas características”. Infelizmente, nos primórdios do espiritualismo moderno, a prática da caridade e o lado social deste movimento quase não existiam; os fenômenos e suas tentativas de comprovação, além das demonstrações públicas com a mediunidade, eram o que mais ganhava destaque no meio. Em 1852, ele chegou a fazer seis ou sete sessões mediúnicas por dia, e era visitado por dezenas de pessoas.

Home nasceu e cresceu bem no início do turbilhão do espiritualismo moderno ocidental, quando a demonstração dos fenômenos era o mais importante. Esta foi a fase chamada de “era dos fenômenos”, e hoje em dia dizem que a era dos fenômenos já passou e estamos agora numa época mais propícia ao estudo, à prática da caridade, às sessões de cura e outras atividades.

Parece que o feito mais notável de Home ocorreu na presença de três pessoas: Lord Lindsay, capitão Charles Whinne e Lord Adare. Os três viram Home levitar, sair pela janela, flutuar para fora da casa e se deslocar à outra janela. Até então, Home jamais havia realizado uma levitação tão espantosa quanto essa.

Arthur Conan Doyle afirmou que Home tinha quatro tipos diferentes de mediunidade: o fenômeno da voz direta, ou seja, a capacidade de permitir que os espíritos falem a uma voz audível; a psicofonia, quando o médium transmite a mensagem falando; clarividência, ou seja, a habilidade de ver os espíritos ou o plano espiritual, (que não precisa estar associada, necessariamente, ao fenômeno mediúnico); e a levitação de objetos ou de si mesmo. Tudo isso, dizia Home, era realizado não por ele, mas por entidades do plano espiritual.

Home chegou a escrever um livro em 1877, ainda não traduzido para o português, intitulado Lights and Shadows of Spiritualism, onde revelava as farsas realizadas por algumas pessoas que se diziam médiuns em sua época.

Entre 1870 e 1873, o bioquímico Willian Crookes realizou uma série de experimentos com Home e mais dois médiuns conhecidos da época: Florence Cook e Kate Fox. Após avaliar todos os dados, Crookes concluiu em seu relatório final que a mediunidade deles era real e não fraude. Apesar de Crookes ter sido ridicularizado por uma parte da comunidade científica da época, a maioria destes cientistas se negou a estudar esses médiuns diretamente. Crookes insistia em seus relatórios que os membros da Royal Society fossem a campo estudar a mediunidade, mas nenhum deles se mostrou disposto a empreender essa pesquisa.

Publicado na Revista Cristã de Espiritismo, Ed. 144.

 

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