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Sua Santidade, o 14º Dalai Lama Tenzin Gyatso, nasceu em 06 de julho de 1935, quinto dia do quinto mês do ano de Javali de madeira, conforme o calendário tibetano, em uma família de agricultores na aldeia de Takster, no leste do Tibete, com o nome de Lhamo Thondup. Aos dois anos de idade, foi reconhecido por monges como a reencarnação do Dalai Lama, autoridade máxima do budismo tibetano. Os dalai lamas são tidos como reencarnações do príncipe Cherezig, o "Avalokiteshvara", o portador do lótus branco, que representa a compaixão. Tenzin Gyatso é considerado a 14ª reencarnação do príncipe.

 

O pequeno monge

Aos quatro anos, foi separado da família, mudando-se para o Palácio de Potala, em Lhasa, quando passou a se chamar Jampel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso. Em 1940, foi oficialmente nomeado como líder espiritual dos tibetanos. No Templo de Jokhang, teve o cabelo cortado e vestiu o manto monástico, tomando votos como noviço. Seu aprendizado formal foi totalmente religioso e de caráter espiritual.

Seu principal campo de estudo foi a filosofia e a psicologia budista. Estudou principalmente as obras de filósofos religiosos da escola Gelugpa, à qual os dalai lamas tradicionalmente pertencem. Aprendeu de cor tratados sobre sânscrito, dialética, lógica, filosofia religiosa e metafísica, tendo obtido o título de "Geshe Lhampara", ou seja, "doutor de doutrina budista". Por exemplo, em filosofia religiosa, estudou a "perfeita sabedoria transcendente" (Prajna Paramita), a "Via do Meio" (Madhyamika), a disciplina monástica (Vinaya), a metafísica (Abhidharma) e a lógica e dialética (Pramana). Os estudos eram acompanhados por longas horas de meditação ou orações na presença de 20 mil monges.

Por ser um firme defensor do pluralismo religioso, o 14º Dalai Lama estudou também as principais obras das outras tradições budistas. Ele costuma dizer que é um simples monge budista ou que sua verdadeira religião é a bondade.

Foi em Lhasa que Sua Santidade teve os primeiros contatos com a cultura ocidental, guiando os três carros importados pelo 13º Dalai Lama e fazendo instalar um projetor de cinema no Potala, onde assistia filmes do Tarzan e conversava muito com Heinrich Harrer, que registrou suas memórias no livro Sete Anos no Tibete, base do filme homônimo.

Assumindo responsabilidades

Tenzin Gyatso assume o poder político em 1950, ano em que o Tibete foi ocupado pela China. Em 1959, depois do fracasso de uma rebelião nacionalista contra o governo chinês, exilou-se na Índia. Na época, Sua Santidade foi seguido por 80 mil tibetanos, número que hoje chega a 120 mil exilados.

Desde 1960, o Dalai Lama reside na cidade de Dharamsala, na Índia, conhecida como "Pequena Lhasa" por ser a sede do governo tibetano no exílio. Encontra-se com Nehru e, como Gandhi, defende sempre a não-violência, dizendo: "Sou um adepto fervoroso da doutrina da não-violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo praticada depois pelo santo e líder Mahatma Gandhi". A partir daí, como afirma Pema Wangyal Rinpoche, "o Dalai Lama se tornou o símbolo da luta dramática pela sobrevivência do Tibete enquanto nação".

Líder espiritual de todas as escolas budistas tibetanas, Sua Santidade é um fator de união e construção da identidade cultural dos tibetanos no exílio, muitos deles já nascidos fora do Tibete, e de vários ocidentais que encontraram no budismo uma ferramenta espiritual.

A atividade do Dalai Lama tem duas vertentes: a preservação dos ensinamentos budistas de forma não sectária, promovendo o diálogo inter-religioso, e a conservação da cultura e identidade do povo tibetano em todos os seus aspectos. Ele organizou 53 colônias tibetanas na Índia e no Nepal, além de fundar institutos para preservar as artes, a história sagrada e a medicina tradicional do Tibete.

Em 1967, visitou o exterior pela primeira vez, passando por Tailândia e Japão, iniciando suas viagens por todo o mundo. Encontrou-se com o Papa João Paulo II, participou de conferências em Harvard e ensinou o budismo a muitas pessoas, entre elas, famosos como o ator Richard Gere. Finalmente, em 1989, como reconhecimento do ocidente à sua ação não-violenta para preservar a cultura tibetana e a paz no mundo, Sua Santidade, o Dalai Lama recebeu o Prêmio Nobel da Paz.


Artigo publicado na Coleção Religiões do Mundo - Budismo. Ao utilizar o texto, favor citar o autor e a fonte.

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